Sentidos e significados na comunicação social do transtorno do espectro autista

COMUNICAÇÃO SOCIAL NO TEA

Autores/as

  • Caio Pereira Gottschalk Morais Instituto Luria de Neuropsicologia Centro Universitário UniRuy Wyden

Palabras clave:

transtorno do espectro autista, comunicação social, psicologia do desenvolvimento, situação social do desenvolvimento, sentido e significado

Resumen

Este artigo analisa os processos comunicativos de pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) à luz da psicologia histórico-cultural e da teoria da atividade. A partir de uma abordagem teórico-analítica fundamentada em revisão conceitual e construção interpretativa baseada em autores como Vigotsky, Luria e Lebedinski, propõe-se que, no TEA, a individualização da consciência pode permanecer parcial, conservando traços sincréticos que impactam a linguagem e a comunicação. Essa configuração explicaria aspectos como a fala reduzida, predicativa e centrada nos sentidos subjetivos, dificultando a transmissão de significados compartilháveis. Argumenta-se que essas especificidades comunicativas se assemelham à linguagem egocêntrica. Com base nessa análise, são propostas estratégias clínicas para estimular a passagem dos sentidos aos significados na atividade comunicativa, como a exploração da hierarquia de motivos e o uso do Mapa de Sentidos e Significados. Defende-se que o psicólogo deve atuar promovendo tanto a reconstrução comunicativa quanto o desenvolvimento da autoconsciência. A abordagem visa contribuir para a compreensão dos modos singulares de construção subjetiva e expressão comunicativa no TEA, oferecendo subsídios teóricos e técnicos para a intervenção clínica fundamentada na psicologia histórico-cultural e teoria da atividade.

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Archivos adicionales

Publicado

2025-08-27

Cómo citar

Pereira Gottschalk Morais, C. (2025). Sentidos e significados na comunicação social do transtorno do espectro autista: COMUNICAÇÃO SOCIAL NO TEA. Neuropsicología Latinoamericana, 17(3), 36–53. Recuperado a partir de https://neuropsicolatina.org/index.php/Neuropsicologia_Latinoamericana/article/view/922

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Sección

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