Fundamento da ontologia do ser social para o desvendamento do desenvolvimento dos processos neuropsicológicos
FUNDAMENTOS ONTOLÓGICOS DOS PROCESSOS NEUROPSICOLÓGICOS
Palabras clave:
neuropsicologia , consciência , desenvolvimento humanoResumen
Neste texto apresentamos uma pesquisa teórica de fundamentação ontológica para o desvendamento da formação dos processos neuropsicológicos e psicopatológicos a partir do materialismo histórico e dialético e da “Ontologia do Ser Social” de Gyorgy Lukács. Para tanto, partimos da neuropsicologia vygotskiana e luriana, tomando a formação das estruturas cerebrais de forma cronogênica, num diálogo que permite o aprofundamento das reflexões sobre o tema, complexificando o entendimento sobre a relação de funcionamento entre o cérebro e as Funções Psicológicas Superiores. Introduzimos, para tanto, a noção de que esta relação se dá em "unidade dialética". Assim, pelos princípios da dialética marxiana a "unidade dialética" se constitui de modo que um dos elementos que a compõem se apresenta como "momento predominante" cujo qual adquire "relativa autonomia" em relação aos outros elementos da unidade. A partir do desenvolvimento teórico luckacsiano do entendimento de que a consciência humana adquire "relativa autonomia" em relação ao seu substrato biológico, embora, ontológica e inseparavelmente ligada a este substrato, buscamos adensar a explicação vygotskiana da psicopatologias como transtornos das funções psicológicas superiores (dos ápices), cujo desenvolvimento se dá a partir da sociabilidade, ou seja, da relação que os seres humanos estabelecem uns com os outros seres humanos e que são, por sua vez, historicamente determinadas. Entendendo, portanto, os fenômenos psicopatológicos como determinações sociais. Uma vez que, a atividade cerebral se dá de "fora para dentro" e que esta relação externa, mediada pela sociabilidade, é processada pelo sujeito, por meio de sua vivência. Portanto, os processos de desagregação, assim como os de desenvolvimento, tem seus elementos predominantes naquelas estruturas criadas a partir das relações sociais que se estabelece e que estão para além das dimensões individuais, mas imbricadas, mediadas e realizadas sob as bases do modo de produção e reprodução da vida socialmente instituído em dado momento histórico.
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